quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Vitamina K – A inimiga do câncer.

Existem 3 formas de vitaminas K : Vitamina K1 ( filoquinona ou fitonadiona ) , vitamina K2 ( menaquinona ) e vitamina K3 ( menadiona ). A vit K3 é a que possui maior atividade antitumoral mostrando inibição de 50% na formação de colônias em 86% dos tumores humanos testados à 1 micrograma/ml. Estes tumores incluem o câncer de mama, de próstata, gliomas , tumores de cabeça e pescoço, etc. In vivo a atividade antitumoral necessita de doses relativamente altas .


A vitamina K3 exerce efeito antitumoral inibindo a atividade da Cdk1. A ligação da vit. K3 à fosfatasse Cdc25 provoca a formação de Cdk1 hiperfosforilado que é inativo o que subsequentemente induz à parada do ciclo celular e a morte das células. A vitamina também induz a parada do ciclo celular e a morte da célula por inibir a Cdc25 fosfatase a qual promove o acúmulo da proteina retinoblastoma inativa hipofosforilada e a Cdk1 inativa hiperfosforilada.

Nutter em 1992, mostrou que a menadiona aumenta a geração de radical hidroxila nas células do câncer de mama humano MCF-7 , provocando quebra da mono hélice e da dupla hélice do DNA destas células.

Okayasu em 2001, testou a citotoxicidade das vitaminas K1, K2 e K3 em algumas linhagens de tumor humano.. Observou que a vit. K3 é a mais potente como citotóxica na leucemia promielocitica HL-60 , no carcinoma de células escamosas e no tumor de glândula salivar. As vitaminas K1 e K2 são de uma a duas ordens de grandeza inferiores à vit. K3 quanto à citotoxicidade. Entretanto a vitamina K2 é capaz de induzir a apoptose em células do glioma humano, nas células da síndrome mielodisplasica e nas células da leucemia promielocitica aguda.

Sun e Ishida em 1999 mostraram o efeito da vitamina K2 sobre 3 linhagens de gliomas: glioma C6 ( rato ) e gliomas RBR17T e T986 ( humanos ) . A vitamina K2 inibiu o crescimento tumoral de uma forma dose dependente, por parada do ciclo celular e apoptose. O seu uso combinado com a 1,25 dihidroxivitaminaD3 ou o fluoracil , aumentou significantemente o seu efeito inibitório .

A vitamina K2 juntamente com o ácido all trans retinoico induz completa remissão da leucemia promielocitica aguda ( Fugita,1998)

Em 1998, Gilloteaux descreveu a autoschizis , processo de morte celular induzido por estresse oxidativo que mostra características morfológicas de necrose e de apoptose. Na autoschizis ocorre lesão exagerada da membrana celular e a perda progressiva das organelas livres no citoplasma. Durante o processo, o núcleo fica menor e o tamanho da célula se reduz para metade do tamanho original. A mitocôndria se condensa , porém, a morte da célula tumoral não resulta da deficiência de ATP.

Uma nova forma de vitamina K parece extremamente promissora no tratamento de câncer primário de fígado, um tipo notoriamente resistente à quimioterapia, e foi descoberta por cientistas da Universidade de Pittsburgh Cancer Institute (UPCI). A pesquisa publicada no ‘Journal of Biological Chemistry’ descreveu uma abordagem inovadora para tratar e possivelmente prevenir o câncer de fígado, desencadeando a apoptose nas células cancerígenas.(Ni et al.1998). A equipe verificou que análogos da vitamina K – chamado de Composto 5 (CPD5), provoca um desequilíbrio na atividade normal de enzimas que controla a adição ou a remoção de moléculas pequenas (grupos fosfato) a partir de proteínas de dentro das células. Especificamente, CPD5 bloqueia a atividade de enzimas do tipo – (tirosina fosfatases) que normalmente removem grupos de fosfato de proteínas dentro das células selecionadas de câncer de fígado.

De acordo com Dr. Cees Vermeer, um dos maiores pesquisadores em vitamina K, quase todas as pessoas são deficientes dessa vitamina, assim como da vitamina D. A vitamina K2 que absorvemos da alimentação pode até ser suficiente para manter uma coagulação sanguínea adequada, porém não é o bastante para garantir a proteção contra:

· Osteoporose;

· Doença cardiovascular;

· Varizes;

· Câncer de pulmão, próstata e fígado;

· Demência e outros problemas cerebrais;

· Doenças infecciosas;

· Cáries;


Finalmente, verificamos que a disposição da humanidade sempre se encontrou um poderoso aliado contra o câncer, um simples nutriente que, se sintetizado em combinação com a Vitamina D e a Fosfoetanolamina por exemplo, pode ter um potencial ainda maior. Esse, porém, é mais um assunto que não vai para a frente e que MISTERIOSAMENTE é barrado na escuridão da burocracia. Fica com isso mais confiável dizer que essa história do câncer ser algo complicado é pura balela! Já temos várias evidencias de que compostos e nutrientes simples podem minar essa doença, e isso já vem do ano 1920 com Max Gerson, porém, e como sempre observamos, forças ocultas bloqueiam essas verdades e, além disso, uma multidão de tolos vai na onda e seguem defendendo os métodos precários e brutais da atualidade.



Referências: