sábado, 18 de junho de 2016

Homofobia: Um teatro cruel

Sempre achei que homofobia pode ser uma reação de desejo retraído pelo mesmo sexo e smp desconfiei que isso pode se encaixar no fenômeno do Efeito Rebote na psicologia. Como quando alguém vive intensamente por uma causa, mas de repente sai da mesma; o que ela passa a fazer na maioria das vezes? Passa a atacar sua causa antiga com todas as suas forças. Mesma coisa acontece quando termina-se um namoro; um quer marar o outro que tanto dizia amar.

No caso da homofobia o processo é diferente, mas a essência é a mesma. Ao se deparar com a condição do outro em se permitir a íntima relação com o semelhante do mesmo sexo, os sinais reprimidos do seu mais intenso e oculto desejo são ativados, porém, por não poder manifestá-los segundo seu preconceito e medo, uma severa frustração é gerada em seu psicológico, que devido a sua proporção acaba imputando-lhe extrema furia, abrindo assim a possibilidade desse se tornar um agressor verbal e até fisico do homosexual assumido. Não obstante, o problema pode não ser a pessoa ser homosexual, mas ser homosexual “assumida”, pois é esse o rótulo que certamente mais o ofende, poque é exatamente isso que ele nunca conseguiu fazer.


Logo, a homofobia é simplesmente a íntima admiração por aquilo que sempre se desejou, mas que o meio em que se vive não permitiu, gerando-lhe medos e preconceitos. O soco que o homófobico da em sua vítima, não é um soco no homosexual, mas sim um soco na sociedade conservadora e hipócrita que fez dele um ser reprimido e infeliz. Uma infelicidade que jamais será admitida e que o fará caminhar sempre com um vazio, o qual, anos mais tarde, ele nem mais vai compreender. E seguriá assim até a sua morte: um ser complexado, problemático, mas que jamais deixará tais coisas transparecem. Será como um terrorista na sociedade; aparentemente igual a todos, mas dentro dele existiram monstros! Monstros que não morrem.

- por Adrian Mcoy

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